coiote,vigarista

  • Façam suas perguntas
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  • May 9, 2013 11:42 am

     - Passou algum tempo, era outubro e estava muito frio, admito que fui tolo ao imaginar, sonhar que o planeta giraria ao meu favor, somos nós quem temos que andar, nós, que declararia ser somente eu. Meu organismo não estava preparado para perder tudo o que eu enxerguei além do presente, talvez seja por isso que as emoções do organismo subiram para o cérebro. Eu era um ator, um ator da minha própria vida, saberia eu qual peça ensaiar desta vez ? Sue não estava do meu lado, não mentalmente, ela pensava nas responsabilidades, enquanto eu me perdia no vazio da minha própria perda. Eu sabia que teria que deixar todo aquele chão cair sobre a minha cabeça, só que a dor era o meu maior medo e eu teria que enfrentar sozinho. 

    Heath

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  • March 7, 2013 9:44 pm
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  • March 7, 2013 9:44 pm
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  • March 7, 2013 9:41 pm
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  • Carta do Chaplin

    March 7, 2013 9:37 pm

    Já perdoei erros quase imperdoáveis,

    tentei substituir pessoas insubstituíveis

    e esquecer pessoas inesquecíveis.

    Já fiz coisas por impulso,

    já me decepcionei com pessoas 

    que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,

    mas também já decepcionei alguém.

    Já abracei pra proteger,

    já dei risada quando não podia,

    fiz amigos eternos,

    e amigos que eu nunca mais vi.

    Amei e fui amado,

    mas também já fui rejeitado,

    fui amado e não amei.

    Já gritei e pulei de tanta felicidade,

    já vivi de amor e fiz juras eternas,

    e quebrei a cara muitas vezes!

    Já chorei ouvindo música e vendo fotos,

    já liguei só para escutar uma voz,

    me apaixonei por um sorriso,

    já pensei que fosse morrer de tanta saudade

    e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

    Mas vivi!

    E ainda vivo!

    Não passo pela vida.

    E você também não deveria passar!

    Viva!!

    Bom mesmo é ir à luta com determinação,

    abraçar a vida com paixão,

    perder com classe

    e vencer com ousadia,

    porque o mundo pertence a quem se atreve

    e a vida é muito para ser insignificante.

    Charles Chaplin

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  • Quase ”sonegado”

    March 3, 2013 11:29 pm

     Atualmente estava sobre a divisão, a divisão da mesa em relação á outra, claro, deveriam ser separadas, lá, logo lá perto dos copos. A mão dela se tornou intocável naquele pesar de palavras em um único momento, mais pesado ainda. 

     - Era como uma visão, diferente de um déjà-vu, porém semelhante, eu sabia que veria, viveria mais uma vez, mais uma longa vez. Não foi dor, não foi ânsia, nada de filosofia também! Nada de sentimentos frios, apesar de estar gelado foi difícil me sentir humano outra vez, ter toda aquela expectativa esperançosa com acúmulos de fé, insignificância diria eu. Um ser indiferente tentando, com sorte, quase conseguindo, ser diferente, eles buscam a felicidade, o reconhecimento em princípio  claro, quem não quer ser visto ?  Mas deixamos tantas coisas, vamos embora tantas vezes com as mesmas sensações de perdas, inevitáveis perdas fúteis, sem fazer jus ao significado da real palavra, aquela condolência, que seria a palavra exata, de doer e mesmo assim não perder a compaixão. (“S.F. (Lat Condolentia) 1º Estado de quem se condói; compaixão.”) Mais humano que isso, impossível, além disso, benevolente, ou seja, nada de dor.

    “Entretanto, sente como dói ? Como realmente dói ? Uma vez que dói, abre-se um buraco no peito, um choque em cada nervo do corpo. Bons tempos em que sentir era uma mera ilustração de um novo mundo que, honestamente, esperávamos que não chegasse, sabíamos os resultados, quem éramos nós para reivindica-los ? Fui jovem uma vez, alguns meses, a dor que eu mais almejava era a dor dramática, de olhar-se no espelho e sentir o arder sair de seus olhos relutando contra a boca que queria ser livre para gritar que se contorcia com as pernas que desejavam queimar na estrada de tanto correr. Uma vergonha para mim, eu nunca fui assim. Eu ouvia aquelas músicas country-indie, misturado com love stories, platônico quente, vivo. Posso confirmar como é, e era interessante ver as pessoas falarem de seus problemas esperando que eu pudesse estalar os dedos e resolvê-los, era terapêutico ver a ânsia delas, minhas expressões deviam parecer preocupadas com o que elas estavam dizendo, pode parecer hilário, um pouco perturbador, mas eu sou sinistro com avaliações, eu apenas gosto do clichê de olho-no-olho. Mas eu também sou dente-por-dente. Seria esta a rezão por eu observar tanto quem eu julguei tão importante, apesar dela não me ver, Deus, que angustia, ela deveria ao menos sentir, embora eu estivesse apenas agindo como pó.”

    Ela não retornou as mãos para a posição anterior, a que deveria ser comum, resolvi levantar e andar um pouco, distrair a cabeça, tentar fechar as feridas dos outros, esquecendo da minha, avaliando eles, e impertinentemente, olvidar á mim mesmo.

     

     

     

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  • Depois de algum drink, com certeza

    February 25, 2013 10:55 pm

     - Emy, o que você pensa sobre isto ?

    - Se eu te disser o que eu penso, nunca mais olhará para mim.

    - Vá em frente, eu tentarei ser compreensivo.

    - Você não gostará de ouvir, mas eu discordo desse mundo negligente que esconde sua melhor beleza por trás dessa masculinidade absurda, eu me esqueci de contracenar com minhas próprias opiniões da última vez que ouvi, o que não queria ouvir. Todas as garotas devem ser iguais, devem esquecer suas próprias palavras, fingir que está tudo bem, parar de sonhar, serem simples, fazer de sua vida uma vida feliz, quando… Droga! Eu sei que há algo de errado!

    - Calma Emy, eu estou aqui.

    - Você poderia ser a morte para mim, você é o único que representa aquilo que me leva e me traz de volta, afinal, nunca se sabe o que esperar de algo que você sabe que um dia virá, você não sabe se esse mesmo fenômeno do destino que te leva, te traz, se ele tem um poder sobre você, pode ter outro.

    - Desculpe, eu não estou entendendo.

    - Nunca entenderá porque sempre o que eu dizer voltará para você, voltará para o início. Eu poderia escrever no céu inteiro, por dias e noites inteiras, mas olha o jeito que tu me vê, escreva isso: “- Quando eu voltar para você, nunca serei a mesma, você me terá de volta, mas nunca se apaixonará pela mesma pessoa, isso acontecerá repetidas vezes.” Entende porque diminuo o homem ? Ele pode se chamar Pedro, Moacir, James, sempre terá o mesmo final que todos os homens, de deixar as situações acontecerem, sempre, sempre, da mesma maneira que aconteceram no início.

    - Você está falando de mim ?

    - Não Charlie, deve parecer que eu estou falando de qualquer pessoa que eu possa esbarrar na rua daqui alguns minutos, quando eu espero já ter saído daqui e poder estar planejando um futuro longo, com meus direitos sobre minha mão, ou melhor, com uma caneta escrevendo-os. Pois eu tenho a certeza, de que se o mundo me ouvir, eu pararia de desenhar no céu, para deixar minha voz ecoar em todos os continentes, porque eu ainda tenho muita coisa a dizer.

    - …

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  • Amor não existe, sem você aqui. - Droga, eu deveria saber

    February 25, 2013 10:43 pm

    Sustentar-se eu seus próprios pés poderia ser difícil, para alguns, é difícil. A culpa é uma lamentável estratégia de enxergar no outro o que demoraremos a ver em nós mesmos, é um ciclo de invasão permanentemente durante todo o processo de atirar uma flecha até que ela volte ao remetente. 

    - Eu gostaria sim de olhar nos olhos dela e dizer tudo o que eu sinto, de pertencer ao pequeno mundo em que ela criou para nós, esses são os meus votos que eu dia eu disse no seu enterro, inventado na minha mente. Se você soubesse, como é difícil viver os dias sem você, sem saber se o próximo dia será um novo dia, se souber como é duro não bater em qualquer pessoa que venha a citar seu nome a partir do momento em que me atingir será o alvo. Eu procurei meus direitos, mas você sumiu com eles junto com seu amor por mim, eu tentei reivindicar minhas promessas, mas meu orgulho, minha fidelidade, meu sentimento de justiça, fez com que eles permanecessem guardados para um dia em que você seja aquela á abrir os olhos. Juro, não faço por mal, a culpa me diz o contrário, fique ciente disso. Não era pra ser assim, mas eu não te reconheço da mesma forma que é reciproco, acho que vou preferir dirigir a noite inteira para voltar para o núcleo, não era pra ser assim, mas ninguém soube fazer diferente, minha amiga. 

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  • February 24, 2013 8:16 pm
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  • História de amor, falta de conhecimento, o verde no vermelho.

    February 24, 2013 1:56 pm

     - Sete anos, hoje, completavam-se sete anos, era uma tortura um tanto ecológica continuar a viver num lugar onde o universo deveria me absorver, meus vizinhos deveriam pensar a mesma coisa, afinal, eu estava mesmo me importando com a opinião deles ? Eu não saberia quando eu teria uma bala, sim, uma bala de fogo entrelaçada com meu pulmão. Eu pensei muitas vezes antes de me olhar no espelho e celebrar quantos adjetivos me caberiam, eu também pensei em olhar o próximo, mas o próximo era tão comum, era comum porque ele sempre estava de rosto virado. Ah, olhando o próximo. 

    24 horas depois.

     - Já era tarde, era madrugada talvez. Meus olhos estavam embaçados demais para enxergar quem era, só sei que ela entrou pela janela, a porta estava emperrada, e me beijou. Aquilo foi atordoante, eu nem fazia ideia de quem era, eu nem conseguia enxergar! Eu já tinha escrito algo como ”o beijo ser quente demais”, ou como ”ser parecido com o sol”, pobre sol, que deixou de ser amarelo pra ficar branco. Pra quê ser branco logo hoje ? Onde os tempos não são de paz! Eu gostava de revolucionar sozinho, talvez seja por isso que não gostei de ter passado aquela noite com aquele ser irreconhecível, o que eu estava pensando ? A culpa do ir-reconhecimento era meu, ou melhor, era dos meus olhos. Naquela noite eu até me lembrei, me senti semelhante á um humano comum, daqueles com o rosto virado, cego, exagerado, havia alguma porcentagem que aliviaria minha dor de estar entendendo que humano é sinônimo de erro, mas errar naquele tempo deveria ser burrice! Deveria ser crime, estávamos quase deixando de ser humanos e as florestas estavam quase deixando de serem verdes! Nada era mais igual, tudo era irreconhecível. 

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  • Não exatamente

    February 20, 2013 10:54 am

    Não aconteceu exatamente quando você se moveu, afinal, meus lábios envolveram sua respiração na minha e elas permaneceram a viver. Você só sabe o tamanho da distância quando o sol parece estar mais longe do seus sentimentos humanos, apesar disso você também sabe que nunca verá as estrelas por baixo da terra, é a distância que lhe cai bem, é a distância se encaixa. Não era exatamente um sentimento de “arranca coração” ou aquelas cenas de pessoas metralhando o peito da outra, era o medo que lhe servia como cobertor em todas as noites tristes em que o medo vinha lhe visitar e dizer: “Tenha medo de nós.”

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  • Cavaleiro, cavalheiros.

    January 23, 2013 12:40 pm

    A história se passou na década de 70, eram todos cavaleiros, todos soldados, tropas, tanques de guerra, armas, explosivos, eram todos cavalheiros. Cavalheiros explosivos, eles contavam várias histórias, uma delas (a melhor de todas) era sobre suas botas, de couro, tingidas por manchas de sangue esquecidas e escurecidas pelo tempo, diziam que não adiantava lavar, em todos os momentos lá estaria ela, a mancha, na bota. O conto da bota parecia mais uma lenda do que um fato consumado, afinal, de eles eram bastantes bonitos para serem tão sinceros. 

    - É claro que começa com os pés, é uma bota, deveria ficar no pé, não é ? Perguntou-me o mais jovem, com suas bochechas rosadas pela vergonha que lhe caía.

    - Eu não sei, vocês dizem tanta coisa que fica difícil de acreditar! Sorri, tentando deixa-lo mais a vontade.

    - Você é uma garota esperta. Sussurrou.

    - Tudo começou um pouco antes disso, se é que você me entende, havia pilhas delas. Ah! como elas pesavam, e acredite hoje elas pesam menos! O que eu quero mesmo dizer é que elas significavam tanto para o coronel que ele as deixara por conta da terra, para cobri-la e conforta-la.

    Eu percebi a ironia em sua voz, suspeitei que as outras garotas, as mais jovens, não tivessem tido a mesma sorte.

    - O alarme tocava todos os dias á partir das 03:00 da manhã, acordávamos e íamos á floresta, caçar, patrulhar, ajudar, e explorar. Achávamos corações quebrados, ossos despedaçados, olhos fora do corpo, vocês sabem, todas estas palavras têm mais de 10 significados, se você procurar direito. Certa vez, levei uma pancada na cabeça, eu fui o primeiro, todas as manhãs alguém desaparecia e depois de várias horas voltava atordoado. Ninguém sabia o por quê, suspeitávamos que eram inimigos, talvez uma guerra começasse com dor de cabeça! 

    Ele olhou pra mim e sorriu, era minha vez de ficar vermelha.

    - A glória era nossa única esperança, rezar era essencial. Até que achamos as botas, 30 pelas minhas contas, eu era jovem, não prestava muita atenção em números, mas sei que desde que as coloquei nos meus pés, senti algo estranho. Eram todas tentadoras, contempladas por serem tão belas mesmo com o passar do tempo. Foi aí que percebi que os desaparecimentos haviam parado, pensei por dias e noites até chegar a uma conclusão.

    Ele nos fitou, os olhos amargos, esperando que alguma de nós se manifestasse, foi uma pena.

    - Você esta certa! Foi uma pena! 

    Olhei para todos os lados para confirmar se ele estava falando comigo mesmo, e realmente eu deveria estar certo, só não sabia ainda o por quê.

    - Era uma pena, que havia dentro da bota, presa dos lados, cada uma de um lado diferente. Eu era indígena, apesar de branco, eu sabia que penas como aquela traziam poder, e morte. 

    Continuamos a deixar de entender todas as suas palavras, elas não faziam sentido algum.

    - Vivi 20 anos depois daquele ano e, certa vez, acordei e estava preso numa árvore, encontrada numa floresta deserta, sem vida alguma. Rezei para que minha esposa me encontrasse, quando consegui sair liguei para todos os meus amigos que estavam na mesma situação que a minha, eram todos mortos, é claro! 

    Agora, estávamos espantadas! 

    - Voltei para casa depois de alguns dias e todos haviam desaparecido, como se ninguém que eu houvesse amado antes existisse, era culpa da pena é claro, da bota. Voltei ao mesmo deserto e enterrei minha bota da mesma forma que a encontrei, e hoje todas as vezes que me vejo no espelho, vejo a áurea da felicidade que eu havia vivido. A história nunca se tratou de bota, pena ou soldados, mas de destino, e acredite ou não, ás vezes ele têm de ser cumprido. Então eu acordei.

    - E eu também. Disse.

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  • Adjetivos pálidos, Roma e o pó

    January 22, 2013 5:05 pm

     Eu deveria ter 17, 16, algum número conjugado inicialmente pelo 1. Estava lá, jovem, cabelos brancos e eu me perguntava como isso era possível, de cor penetrante, pálida, cinza, olhos azuis, unhas corretamente cortadas, jaqueta azul, e ereto, nunca vi ninguém tão ereto como você. Eu insistia em encontrar a resposta para tuas palavras, eu sabia que você era péssimo quando usava as próprias palavras, mas eu tentava, eu continuava. Roma me ligou várias vezes desde que eu saí de casa, eu era um adulto, ou pertencia ao tópico dos Falsos-Adultos, eu rezei para que isto não acontecesse, eu jurei pra mim mesmo que eu não iria ser apenas uma ilusão. 

     Entretanto, o caderno jogado sobre a escrivaninha parecia girar dentro da minha mente, perplexa, configurada por reflexões nostálgicas, que faziam meu corpo retorcer de uma forma inimaginável. Eu retornei a ligação e contei sobre a pálida criatura, contei sobre seus defeitos legíveis. Que bom que ainda eram legíveis - ela disse. Eu era o azul, filosofou. Mentalmente eu transformava as palavras dela como pó, pena que o pó era inconsciente, nunca poderia saber o que passaria por trás dos olhos de qualquer pessoa. A ligação caiu.

    Amanhã, ela me ligou e disse que havia conhecido o albino, acinzentado, não havia mais adjetivos tão pálidos. A reflexão dela se tornara maior, permanecia em me dizer que ele percebia as coisas por sinais, como um deficiente auditivo, porém, o deficiente auditivo não me deixaria a ver navios, ou sua coluna vertebral. Pousei minha mão sobre o meu joelho, encontrando assim meu queixo, e deixei que minha amiga de vários anos, falasse, encontrasse a filosofia perplexa sobre as minhas antigas palavras, deixei ela se perder na sua própria mente. Já era tarde, todos haviam me esquecido, Roma, a criatura cinza, pálida, albina, o cheiro do seu cabelo dirigindo o vento, o pó, e a coluna, a vertebral. Eu acordei, e percebi que se fosse real, eu usaria as minhas palavras conjugadas no amanhã, e não as traria para hoje. Tudo era irreal, menos o negrito.

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  • January 16, 2013 9:12 pm
    Quando eu estava em casa […]

     Minha mãe me disse que eu deveria parar de beber, é claro que eu a questionava. - Por quê eu deveria parar de “viver” se ele continuava a cometer um crime atrás do outro. Bocejei, inspirando o ar desejando outro bocejo. Eu utilizaria a palavra “viver” para tudo o que denominava estar ”junto”, ”unida” a ele. Eu era uma mulher precoce, eu sabia, o que eu não sabia era viver naturalmente, sem deixar que a poluição do trânsito fizesse parte do meu humor, do meu interior.

    Eu não o via a meses, até meu pai gostava disto, afinal ele adorava tudo o que tivesse haver comigo, talvez fosse mesmo uma honra ter um filho “prodígio” que voltasse á casa, faltava-me apenas ser menos prodiga. Meu irmão era um cara que vivia em encrencas, estelionatário, ele vivia além do que a lei permitia. Ele dizia: “Para quê um ser humano precisa de leis, as leis são como correntes que prendem a nossa responsabilidade natural, tornando-a assim uma fúria, trazendo um desejo incontrolável de ter uma atitude proibida, o proibido era mais ou menos gostoso, era uma sensação de liberdade.” Apesar dos fins.” O ”viver” dele era diferente do meu, claro. Eu era simplesmente uma mulher imprudente, impotente, mentalmente desajustada demais para dizer qualquer frase com coesão suficiente para expressar o que seria viver ou deixar de viver, incapaz, uma mulher incapaz perante seus atritos, de ter qualquer atitude perante o inimigo, que a absorveria e a torturaria até ela conta-lo qual seria o problema, que fazia parte da vida, que independente do gênero traria liberdade ou não. 

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  • December 31, 2012 2:40 pm
    A CAIXA:
Lá estava ela, a observar todos os contornos que contornavam e a faziam lembrar da Índia, era uma miragem, era uma forma de perceber as coisas como elas são. E naquele momento, elas são inevitavelmente desenhadas por um laço, uma caneta de tinta trágica, causando o mesmo. Hemisfério norte, hemisfério sul, qualquer um traria o mesmo final, lembra-se da palavra destino ? Pois é, na prosa, não acredite nela, fora da prosa, acredite se lhe for conveniente. Estar, viver com situações que estão ao teu favor é uma mera ilusão, um reflexo dos teus sentimentos interligados com as situações que envolvem teu físico com teu interior. E você se pergunta: Onde está a caixa nesta história ? A caixa é o simbolo da expressão de sentimentos desejando atuar na vida doutro trazendo-o felicidade (ou não), porém cabe-se nela  idéias inacreditáveis (ou não), pensamentos que pulam pra fora da cabeça desejando ter vida, almejando a alegria, um simples sorriso. Entretanto, se colocarmos o cérebro para funcionar, descobriremos que dentro da caixa pode-se haver um humano, um ser vivo que dirige todas as funcionalidades que uma caixa tem. É como um senso nocivo, percebam, que a caixa é aguardada pelo o humano que tem a decisão maior de usa-la ou não, perante teus sentimentos, ou teus orgulhos, torna-se um humano pecador, frágil, indeciso e emocional, movido por teus sentidos o ser vivo torna-se pequeno perante a caixa pequena, imperceptível quando há um presente dentro. 
Agora, qual seria o mais valioso ? A caixa ou o presente ?
    • A CAIXA:

    Lá estava ela, a observar todos os contornos que contornavam e a faziam lembrar da Índia, era uma miragem, era uma forma de perceber as coisas como elas são. E naquele momento, elas são inevitavelmente desenhadas por um laço, uma caneta de tinta trágica, causando o mesmo. Hemisfério norte, hemisfério sul, qualquer um traria o mesmo final, lembra-se da palavra destino ? Pois é, na prosa, não acredite nela, fora da prosa, acredite se lhe for conveniente. Estar, viver com situações que estão ao teu favor é uma mera ilusão, um reflexo dos teus sentimentos interligados com as situações que envolvem teu físico com teu interior. E você se pergunta: Onde está a caixa nesta história ? A caixa é o simbolo da expressão de sentimentos desejando atuar na vida doutro trazendo-o felicidade (ou não), porém cabe-se nela  idéias inacreditáveis (ou não), pensamentos que pulam pra fora da cabeça desejando ter vida, almejando a alegria, um simples sorriso. Entretanto, se colocarmos o cérebro para funcionar, descobriremos que dentro da caixa pode-se haver um humano, um ser vivo que dirige todas as funcionalidades que uma caixa tem. É como um senso nocivo, percebam, que a caixa é aguardada pelo o humano que tem a decisão maior de usa-la ou não, perante teus sentimentos, ou teus orgulhos, torna-se um humano pecador, frágil, indeciso e emocional, movido por teus sentidos o ser vivo torna-se pequeno perante a caixa pequena, imperceptível quando há um presente dentro. 

    • Agora, qual seria o mais valioso ? A caixa ou o presente ?
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